Custo de viagem para a Argentina em 2026: quanto levar e como planejar

Viajar para Buenos Aires por 7 dias custa, em média, entre R$ 5.500 e R$ 8.000 por pessoa. O valor inclui passagens, hospedagem, alimentação, transporte, passeios e seguro viagem, agora obrigatório para entrar no país.
A Argentina segue como o destino internacional mais popular entre brasileiros. Buenos Aires é a porta de entrada mais procurada, com gastronomia de nível mundial, vida cultural intensa, arquitetura europeia e preços muito acessíveis. Bariloche, Mendoza e Ushuaia completam os roteiros mais buscados, cada um com seu próprio custo-benefício.
O custo de uma viagem de 7 dias à Argentina em 2026 fica, em média, entre R$ 5.500 e R$ 8.000 por pessoa para um roteiro em Buenos Aires com hotel 3 estrelas e alimentação moderada. Em versão econômica com hostel, o valor pode cair para R$ 3.500. Em viagens combinando Buenos Aires + Bariloche ou Mendoza, o orçamento pode subir para R$ 10.000-12.000.
Atenção importante: desde 1º de julho de 2025, a Argentina exige seguro viagem para turistas estrangeiros como requisito de entrada, conforme o Decreto 366/2025, com aplicação em aeroportos, fronteiras terrestres e portos. Este guia detalha cada item do orçamento e ajuda você a montar sua estimativa com preços reais de 2026.
Custo médio de passagem aérea
A passagem de ida e volta Brasil-Buenos Aires é uma das mais baratas entre destinos internacionais. Em 2026, os preços variam entre R$ 1.200 e R$ 2.500 em classe econômica, conforme o mês e a antecedência.

Meses mais baratos e mais caros
Fevereiro, março, agosto e setembro são os meses mais baratos, com passagens a partir de R$ 1.200 em promoções. Julho (férias escolares no Brasil e início de esqui em Bariloche) e dezembro/janeiro (alta temporada de verão) são os mais caros, com valores acima de R$ 2.000.
Companhias aéreas e rotas
LATAM, Aerolíneas Argentinas, Gol e Azul operam voos diretos São Paulo/Rio–Buenos Aires, com duração de 2h30 a 3h. Tarifas básicas (sem bagagem despachada) são frequentes e rendem preços bem baixos em promoções. O aeroporto principal é Ezeiza (EZE), enquanto voos domésticos chegam ao Aeroparque Jorge Newbery (AEP), no centro.
Dicas para economizar
Compre com 2 a 4 meses de antecedência. Para viagens curtas, tarifas básicas compensam bastante. Voos saindo de Porto Alegre, Florianópolis ou Curitiba costumam ser mais baratos que os de São Paulo, pela proximidade geográfica.
Hospedagem na Argentina
A Argentina tem uma ampla oferta de hospedagem, dos hostels descolados aos hotéis 5 estrelas. Em Buenos Aires, a localização é peça-chave para aproveitar a cidade sem perder tempo em deslocamentos.

Faixas de preço em Buenos Aires
- Hostels em dormitório: R$ 80 a R$ 150 por pessoa por noite;
- Hotéis econômicos (quarto duplo): R$ 200 a R$ 350 por noite;
- Hotéis 3 estrelas: R$ 300 a R$ 600 por noite;
- Hotéis 4 estrelas: R$ 550 a R$ 1.000 por noite;
- Airbnb: R$ 180 a R$ 450 por noite.
Bairros recomendados
Palermo é o bairro mais procurado, com as subdivisões Soho e Hollywood repletas de cafés, boutiques e restaurantes. Recoleta é elegante e próximo ao cemitério e ao Museu de Belas Artes San Telmo é boêmio e histórico, ideal para quem busca autenticidade. Microcentro é mais em conta, mas esvaziado nos fins de semana. Puerto Madero é moderno, com hotéis de luxo e boa infraestrutura.
Outras cidades
Em Bariloche, hotéis econômicos custam R$ 250-400 e cabanas em temporada de esqui ultrapassam R$ 800. Em Mendoza, hospedagens na região vinícola ficam entre R$ 300 e R$ 1.000. Em Ushuaia, o custo é mais alto, com hotéis a partir de R$ 400.
Alimentação (valor médio diário)
Buenos Aires tem uma das melhores cenas gastronômicas da América Latina. Com o câmbio favorável ao brasileiro, hoje em torno de 277 pesos por real, é possível comer extremamente bem com orçamento moderado.
Refeições básicas
- Café da manhã em padaria: AR$ 5.000 a 10.000 (R$ 18 a R$ 36);
- Empanadas (3-4 unidades): AR$ 6.000 a 10.000 (R$ 22 a R$ 36);
- Menú del Día (entrada + prato + bebida): AR$ 18.000 a 25.000 (R$ 65 a R$ 90);
- Parrilla (restaurante de carnes): AR$ 35.000 a 60.000 (R$ 126 a R$ 217);
- Restaurantes de alto padrão: AR$ 80.000 ou mais (R$ 289+).
Orçamento diário
Quem vai economizar, com refeições em padarias e empanadas, gasta em torno de R$ 80 a R$ 120 por dia. Um ritmo moderado, com almoço em bodegón e jantar em parrilla, custa R$ 170 a R$ 270 por dia. Para uma experiência mais completa, com jantares em restaurantes premiados, separe R$ 350 ou mais.
Especialidades que valem a pena
A parrilla argentina é obrigatória, com cortes como bife de chorizo, ojo de bife e asado. Empanadas, alfajores e milanesas estão em toda parte. As pizzarias tradicionais (como Güerrin e Las Cuartetas) servem pizza de massa alta por valores muito acessíveis. E os vinhos Malbec e Torrontés argentinos são mundialmente premiados e saem por preços incomparáveis aos do Brasil.
Transporte local na Argentina
Buenos Aires tem um excelente sistema de transporte público, com metrô (Subte), ônibus e trens urbanos. O cartão SUBE é indispensável para todos eles.
Metrô e ônibus
A tarifa de metrô é de AR$ 1.206 com cartão SUBE (aproximadamente R$ 4,35). Ônibus custa AR$ 659,50 (R$ 2,40). O cartão SUBE é comprado e recarregado em quiosques e estações de metrô, custando AR$ 1.500 (R$ 5,40). Sem o cartão, o pagamento nas catracas de ônibus não é aceito.
Táxi, Uber e Cabify
Uber, Cabify e táxi tradicional funcionam bem em Buenos Aires. Um trajeto de 15 minutos em Uber custa AR$ 4.000 a 7.000 (R$ 14 a R$ 25). Táxis são levemente mais caros e o pagamento pode ser em dinheiro ou cartão nos mais novos.
Aeroporto ao centro
Do Ezeiza (EZE) ao centro, a opção mais barata é o ônibus Tienda León, com tarifa de AR$ 12.000 (R$ 43) e duração de 45-60 minutos. Uber custa AR$ 18.000 a 30.000 (R$ 65 a R$ 108). Táxi tem tarifa fixa de cerca de AR$ 35.000 (R$ 126). Do Aeroparque ao centro, um Uber sai por AR$ 5.000 (R$ 18).
Transporte entre cidades
Para Bariloche ou Mendoza, voos domésticos com Aerolíneas Argentinas custam AR$ 150.000 a 300.000 (R$ 541 a R$ 1.083). Ônibus leito executivo sai por AR$ 80.000-130.000 (R$ 289 a R$ 469) com duração de 20h. Para Colônia (Uruguai), o ferry da Buquebus custa AR$ 60.000 a 100.000 (R$ 217 a R$ 361).
Gastos com passeios
Buenos Aires tem dezenas de atrações gratuitas e pagas. Em um roteiro de 7 dias, é possível combinar muito bem os dois tipos.

Atrações gratuitas
- Cemitério da Recoleta: uma das atrações mais visitadas de Buenos Aires;
- Casa Rosada: visitas gratuitas aos domingos;
- Plaza de Mayo e Congresso Nacional: gratuitos;
- Feira de San Telmo (domingos): gratuita;
- Caminito em La Boca: gratuito (atenção à segurança fora do circuito turístico);
- El Ateneo Grand Splendid: livraria em um antigo teatro, gratuita.
Atrações pagas
- MALBA (Museu de Arte Latino-Americana): AR$ 8.000 (R$ 29);
- Teatro Colón (visita guiada): AR$ 15.000 (R$ 54);
- Show de tango (com jantar): AR$ 80.000 a 200.000 (R$ 289 a R$ 722);
- Tour em estância (bate-volta): AR$ 150.000 (R$ 541);
- City tour em ônibus turístico: AR$ 60.000 (R$ 217).
Orçamento para passeios
Um roteiro moderado de 7 dias, combinando atrações gratuitas, MALBA, Teatro Colón e um show de tango, custa entre R$ 450 e R$ 900 por pessoa. Para incluir bate-voltas a Tigre ou Colônia, adicione R$ 350 a R$ 400.
Seguro viagem: item obrigatório no planejamento
Desde 1º de julho de 2025, o Decreto 366/2025 exige que turistas estrangeiros apresentem seguro viagem válido para entrar na Argentina, com aplicação em aeroportos, fronteiras terrestres e portos. Não cumprir a exigência pode resultar em recusa de entrada na imigração.
Além da obrigatoriedade legal, a proteção financeira é indispensável. O sistema público argentino atende principalmente residentes, e hospitais privados exigem pagamento antecipado. Uma consulta em emergência particular em Buenos Aires custa entre AR$ 100.000 e 250.000 (R$ 361 a R$ 903). Internações ultrapassam AR$ 1 milhão por dia (R$ 3.600+).
Qual cobertura contratar
Para a Argentina, o mínimo recomendado é de US$ 30 mil em despesas médicas. Para roteiros com esportes de aventura (Bariloche, Mendoza, El Chaltén), vale US$ 60 mil com cobertura esportiva específica. Verifique também extravio de bagagem e cancelamento de voo.
Quanto custa
Um seguro viagem Argentina em 2026 custa entre R$ 8 e R$ 25 por dia. Para uma viagem de 7 dias, o valor médio fica entre R$ 60 e R$ 180 por pessoa, com atendimento 24 horas em português incluído em todos os planos.
Quem vai atravessar a fronteira de carro também precisa da Carta Verde, seguro de responsabilidade civil obrigatório para veículos brasileiros em países do Mercosul. Nosso guia sobre coberturas disponíveis explica como cada proteção funciona na prática.
Quanto levar: resumo do orçamento
Três cenários realistas para uma viagem de 7 dias a Buenos Aires em 2026.
Cenário econômico (hostel + transporte público + parrilla tradicional)
| Item | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 1.400 |
| Hospedagem (7 noites hostel) | R$ 750 |
| Alimentação | R$ 700 |
| Transporte local | R$ 120 |
| Passeios | R$ 350 |
| Seguro viagem | R$ 70 |
| Total | R$ 3.390 por pessoa |
Cenário intermediário (hotel 3 estrelas + mix gastronômico)
| Item | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 1.800 |
| Hospedagem (7 noites hotel 3★) | R$ 2.800 |
| Alimentação | R$ 1.400 |
| Transporte local + Uber | R$ 250 |
| Passeios + show de tango | R$ 900 |
| Seguro viagem | R$ 120 |
| Total | R$ 7.270 por pessoa |
Cenário conforto (hotel 4 estrelas em Palermo/Recoleta + alta gastronomia)
| Item | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 2.400 |
| Hospedagem (7 noites hotel 4★) | R$ 5.500 |
| Alimentação | R$ 2.500 |
| Transporte (Uber e transfers) | R$ 450 |
| Passeios premium + bate-volta | R$ 1.500 |
| Seguro viagem | R$ 180 |
| Total | R$ 12.530 por pessoa |
Dicas finais para otimizar o orçamento
- Use cartão de crédito internacional: o câmbio MEP aplicado automaticamente é muito próximo ao dólar blue, com taxas bastante favoráveis ao viajante;
- Evite trocar reais na rua: prefira casas de câmbio oficiais (câmbios) em áreas turísticas; são mais seguras e oferecem boas taxas;
- Compre o cartão SUBE assim que chegar: indispensável para metrô e ônibus, e comprado facilmente em quiosques e estações;
- Aproveite o almoço: o Menú del Día costuma custar um terço do preço do jantar , ótima relação custo-benefício;
- Contrate o seguro viagem com antecedência: obrigatório desde 2025, e os preços ficam mais baixos quando comprado cedo. Confira o seguro viagem Argentina na Comparar;
- Para roteiros estendidos: quem faz mais de uma viagem por ano pode economizar com um seguro multi viagem anual.
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Perguntas frequentes
Seguro viagem é obrigatório para entrar na Argentina?
Sim. Desde 1º de julho de 2025, o Decreto 366/2025 exige que turistas estrangeiros apresentem comprovante de seguro viagem válido na entrada, em qualquer ponto de acesso ao país. Sem o documento, há risco de recusa na imigração. Verifique atualizações antes do embarque.
Brasileiros precisam de passaporte para entrar na Argentina?
Não. Brasileiros entram com RG ou passaporte válido em viagens de até 90 dias, por acordo entre países do Mercosul.
Qual é a melhor época para viajar economizando?
Fevereiro, março, agosto e setembro têm os melhores preços, com passagens a partir de R$ 1.200. Evite dezembro-janeiro (verão e alta temporada) e julho (férias brasileiras e esqui em Bariloche).
Quanto dinheiro levar por dia em Buenos Aires?
Entre R$ 170 e R$ 270 por dia no ritmo moderado, com almoço em bodegón e jantar em parrilla. No ritmo econômico, R$ 80 a R$ 120 por dia são suficientes.
Como funciona o câmbio para brasileiros?
O câmbio MEP, aplicado automaticamente em cartões de crédito e débito internacionais, oferece taxas próximas ao dólar paralelo (blue). É a opção mais segura e vantajosa para brasileiros em 2026.
Qual é o melhor bairro para se hospedar em Buenos Aires?
Palermo (Soho ou Hollywood) é o mais procurado, com boa gastronomia e vida noturna. Recoleta é elegante e bem localizada. San Telmo é histórico e boêmio. Microcentro é mais em conta, mas esvaziado nos fins de semana.
Quanto custa um seguro viagem para a Argentina?
Entre R$ 8 e R$ 25 por dia, conforme a cobertura. Para uma viagem de 7 dias, o valor fica entre R$ 60 e R$ 180 por pessoa.