Custo de viagem para o Chile em 2026: quanto levar e como planejar

Viajar para o Chile por 7 dias custa, em média, entre R$ 5.500 e R$ 9.000 por pessoa. O valor inclui passagens, hospedagem, alimentação, transporte e seguro viagem.
O Chile é um dos destinos internacionais mais procurados por brasileiros, com uma combinação rara de paisagens que vão do deserto do Atacama aos vinhedos do Vale Central e às geleiras da Patagônia. Somadas à proximidade (voo direto de cerca de 4 horas) e ao bom custo-benefício, essas razões fazem do país uma das melhores primeiras viagens internacionais para quem quer sair do Brasil.
O custo de uma viagem de 7 dias ao Chile em 2026 varia bastante conforme a região e o estilo: um roteiro econômico em Santiago pode ficar em R$ 4.500, enquanto uma viagem estendida com Atacama ou Patagônia ultrapassa R$ 12.000 por pessoa. A média realista para roteiros tradicionais (Santiago + Valparaíso + Vale Nevado) fica entre R$ 5.500 e R$ 9.000 por pessoa.
Este guia detalha cada item do orçamento e ajuda você a montar sua estimativa personalizada: preços reais de passagens, hospedagem, alimentação, transporte, passeios e seguro viagem, além de dicas para aproveitar o destino sem comprometer o bolso.
Custo médio de passagem aérea

A passagem de ida e volta Brasil-Santiago é uma das mais competitivas entre destinos internacionais. Em 2026, os preços variam entre R$ 1.100 e R$ 2.500 em classe econômica, conforme o mês, a antecedência e a origem do voo.
Meses mais baratos e mais caros
Março, abril, agosto e setembro são os meses mais baratos, com passagens a partir de R$ 1.100 em promoções. Dezembro, janeiro e julho (alta temporada de verão no Chile e férias escolares no Brasil) são os mais caros, com valores médios acima de R$ 2.000. Junho e julho também sobem com o turismo de esqui nos Andes.
Companhias aéreas e rotas
LATAM opera voos diretos entre São Paulo e Santiago, com duração de aproximadamente 4 horas. Sky Airline e JetSmart também oferecem rotas diretas e geralmente com tarifas mais competitivas. Azul e Gol conectam o Brasil ao Chile via outras cidades da América do Sul.
Dicas para economizar
Compre com 2 a 4 meses de antecedência. O Chile tem muitas promoções de tarifas básicas (sem bagagem despachada), ideais para viagens curtas com mala de mão. Voos saindo de São Paulo e Rio tendem a ser mais competitivos que os de outras capitais.
Hospedagem no Chile
O Chile tem uma boa oferta de hospedagem para todos os bolsos. Em Santiago, a localização impacta diretamente o preço e o acesso às atrações.

Faixas de preço em Santiago
- Hostels em dormitório: R$ 80 a R$ 150 por pessoa por noite;
- Hotéis econômicos (quarto duplo): R$ 200 a R$ 400 por noite;
- Hotéis 3 estrelas: R$ 350 a R$ 600 por noite;
- Hotéis 4 estrelas: R$ 600 a R$ 1.100 por noite;
- Airbnb: R$ 200 a R$ 500 por noite em apartamentos.
Bairros recomendados
Em Santiago, Providencia e Las Condes concentram boa parte dos hotéis e oferecem excelente infraestrutura, segurança e acesso ao metrô. Bellavista é o bairro boêmio, ideal para quem valoriza vida noturna. Lastarria concentra opções boutique e gastronômicas, mais caras. Para economizar, considere hospedagens próximas à estação Tobalaba do metrô.
Outras cidades
Em Valparaíso, hostels partem de R$ 80 e hotéis charmosos no Cerro Alegre custam R$ 300-600. No Atacama (San Pedro), hotéis de padrão médio custam R$ 700-1.200 por noite. Na Patagônia, especialmente em Torres del Paine, as diárias ultrapassam facilmente R$ 1.500.
Alimentação (valor médio diário)
Comer no Chile custa moderadamente menos que em capitais brasileiras como São Paulo ou Rio. O “Menú del Día”, oferecido no almoço em restaurantes populares, é a melhor opção para economizar sem abrir mão da qualidade.
Refeições básicas
- Café da manhã em padaria: CLP 2.500 a 5.000 (R$ 14 a R$ 28);
- Almoço rápido (empanada + bebida): CLP 4.000 a 7.000 (R$ 22 a R$ 39);
- Menú del Día (entrada + prato + sobremesa): CLP 12.000 a 16.000 (R$ 67 a R$ 90);
- Jantar em restaurante casual: CLP 15.000 a 25.000 (R$ 84 a R$ 140);
- Jantar em restaurante de alto padrão: CLP 35.000 ou mais (R$ 197+).
Orçamento diário
Quem vai economizar, com refeições simples e empanadas, gasta em torno de R$ 60 a R$ 100 por dia. Um ritmo moderado, combinando Menú del Día no almoço e jantar leve, custa R$ 120 a R$ 180 por dia. Para uma experiência mais completa, com duas refeições em restaurantes médios, separe R$ 200 a R$ 280.
Dicas gastronômicas
Experimente as típicas empanadas de pino, o pastel de choclo, o ceviche chileno e a cazuela. O Mercado Central é parada obrigatória para amantes de frutos do mar. Para economizar, os supermercados Jumbo e Líder vendem produtos frescos e refeições prontas a preços bem acessíveis.
Transporte local no Chile
Santiago tem um dos melhores sistemas de transporte público da América Latina. Três opções cobrem quase todos os deslocamentos urbanos.
Metrô e ônibus em Santiago
A tarifa do metrô e ônibus (sistema Red) varia entre CLP 700 e 830 (R$ 3,90 a R$ 4,70) conforme o horário. O cartão Bip! é recarregável e necessário para usar o metrô. O pagamento por celular (Bip! en tu Celular) já está disponível em Santiago.
Uber e Cabify
Uber funciona muito bem em Santiago e é mais barato que táxis convencionais. Um trajeto médio de 15 minutos custa CLP 3.500 a 5.000 (R$ 20 a R$ 28). Cabify é alternativa frequente, com preços similares.
Aeroporto ao centro
O Aeroporto Arturo Merino Benítez (SCL) fica a 20 km do centro. A opção mais econômica é o ônibus TurBus ou Centropuerto, com tarifas entre CLP 1.900 e 2.400 (R$ 11 a R$ 14) e duração de 40-60 minutos. Uber custa CLP 15.000 a 22.000 (R$ 84 a R$ 123). Transfers privados partem de CLP 20.000 (R$ 112).
Transporte entre cidades
Para Valparaíso e Viña del Mar, ônibus TurBus e Pullman saem da estação Alameda a cada 15 minutos, com tarifa de CLP 5.500 a 8.000 (R$ 31 a R$ 45) e duração de 1h30. Para Vale Nevado, shuttles em alta temporada custam CLP 20.000 a 35.000 ida e volta.
Gastos com passeios
O Chile tem atrações para todos os gostos. Em um roteiro de 7 dias em Santiago, é possível combinar atrações urbanas, bate-voltas culturais e experiências de natureza.

Atrações em Santiago
- Cerro San Cristóbal (funicular + teleférico): CLP 7.000 (R$ 39);
- Museu da Memória e Direitos Humanos: gratuito;
- Cerro Santa Lucía: gratuito;
- Mercado Central: gratuito (paga-se o que consumir);
- Museu Pré-Colombino: CLP 6.000 (R$ 34);
- Palácio de La Moneda: gratuito (visitas guiadas).
Bate-voltas
- Valparaíso + Viña del Mar (tour de dia inteiro): CLP 25.000 a 60.000 (R$ 140 a R$ 337);
- Cajón del Maipo (tour com gastronomia): CLP 35.000 a 70.000 (R$ 197 a R$ 393);
- Vinícolas do Vale Central: CLP 30.000 a 90.000 (R$ 168 a R$ 505).
Valle Nevado e esqui
Para quem visita o Chile entre junho e setembro, o Valle Nevado oferece day use a partir de CLP 50.000 (R$ 280), com transfer. Aluguel de equipamentos e diária no resort saem por CLP 300.000 (R$ 1.685) por pessoa.
Orçamento para passeios
Um roteiro clássico de 7 dias, com Valparaíso, Cajón del Maipo e 2-3 atrações em Santiago, custa entre R$ 700 e R$ 1.400 por pessoa. Para incluir esqui no Valle Nevado, adicione R$ 2.000+.
Seguro viagem como item de planejamento
O seguro viagem não é obrigatório para entrar no Chile, mas é altamente recomendado. O sistema público de saúde atende principalmente residentes, e os custos hospitalares privados são expressivos para estrangeiros.
Uma consulta em pronto-socorro particular custa entre CLP 50.000 e 100.000 (R$ 280 a R$ 560). Internações ultrapassam CLP 500.000 por dia (R$ 2.800+). Em caso de acidente com esportes de aventura, comum em esqui ou trekking, os custos podem ser muito maiores. Com um plano adequado, a cobertura é direta: a seguradora paga o hospital, sem desembolso.
Qual cobertura contratar?
Para o Chile, o mínimo recomendado é de US$ 30 mil em despesas médicas. Para viagens com esqui, trekking ou aventura (Torres del Paine, Atacama), o ideal é US$ 60 mil ou mais, com cobertura específica para esportes. Verifique também o extravio de bagagem e o cancelamento de voo.
Quanto custa?
Um seguro viagem Chile em 2026 custa entre R$ 8 e R$ 30 por dia, conforme a cobertura. Para uma viagem de 7 dias, o valor médio fica entre R$ 60 e R$ 200 por pessoa, com planos específicos para estadias curtas e opções com cobertura esportiva.
Quem vai esquiar no Valle Nevado, Portillo ou Termas de Chillán deve contratar um seguro viagem para esqui, com coberturas adequadas para modalidades de aventura e equipamentos.
Quanto levar: resumo do orçamento
Três cenários realistas para uma viagem de 7 dias a Santiago + Valparaíso em 2026.
Cenário econômico (hostel + transporte público + comida de mercado)
| Item | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 1.400 |
| Hospedagem (7 noites hostel) | R$ 700 |
| Alimentação | R$ 500 |
| Transporte local | R$ 150 |
| Passeios | R$ 400 |
| Seguro viagem | R$ 70 |
| Total | R$ 3.220 por pessoa |
Cenário intermediário (hotel 3 estrelas + mix de refeições)
| Item | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 1.800 |
| Hospedagem (7 noites hotel 3★) | R$ 2.800 |
| Alimentação | R$ 1.000 |
| Transporte local + Uber | R$ 250 |
| Passeios (Valparaíso + Cajón del Maipo) | R$ 900 |
| Seguro viagem | R$ 120 |
| Total | R$ 6.870 por pessoa |
Cenário conforto (hotel 4 estrelas + restaurantes + passeios premium)
| Item | Valor |
| Passagens aéreas | R$ 2.400 |
| Hospedagem (7 noites hotel 4★) | R$ 5.600 |
| Alimentação | R$ 1.800 |
| Transporte (Uber e transfers) | R$ 500 |
| Passeios premium + vinícolas | R$ 1.800 |
| Seguro viagem | R$ 180 |
| Total | R$ 12.280 por pessoa |
Dicas finais para otimizar o orçamento
- Viaje na baixa temporada: março-maio e agosto-novembro têm preços mais baixos e menos aglomerações;
- Use o metrô e o Bip!: o transporte público de Santiago é eficiente, econômico e cobre a maior parte das atrações;
- Aproveite o Menú del Día: preço fixo inclui entrada, prato e sobremesa, ótima relação custo-benefício;
- Leve dólar ou dólar digital: para troca em casas de câmbio de Santiago, com taxas melhores que o real;
- Contrate o seguro viagem com antecedência: os preços ficam mais baixos e a tranquilidade compensa muito;
- Para quem viaja bastante: quem faz mais de uma viagem por ano pode economizar com um seguro multi viagem anual, opção que costuma compensar financeiramente para viajantes frequentes;
- De carro pela fronteira: quem planeja atravessar para o Chile de carro precisa da Carta Verde, seguro obrigatório para veículos brasileiros. Nosso guia sobre coberturas disponíveis detalha como cada proteção funciona na prática.
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Perguntas frequentes
Brasileiros precisam de visto para entrar no Chile?
Não. Brasileiros entram com RG ou passaporte válido em viagens de até 90 dias. A apresentação da Tarjeta Única Migratória (TUM) é obrigatória na entrada e saída, gerada pela Polícia Internacional.
Seguro viagem é obrigatório para o Chile?
Não é exigido por lei, mas é altamente recomendado. Uma consulta em pronto-socorro privado em Santiago custa entre R$ 280 e R$ 560. Para quem vai esquiar, a contratação com cobertura esportiva é praticamente indispensável.
Quando acontece a temporada de esqui no Chile?
De junho a setembro, com pico em julho e agosto. O Valle Nevado fica a 1h30 de Santiago e é a estação mais popular. Portillo e La Parva são alternativas com menos aglomeração.
Qual é a melhor época para viajar ao Chile economizando?
Março-maio e agosto-novembro são a baixa temporada, com passagens a partir de R$ 1.100 e hotéis com preços mais acessíveis. Evite dezembro-janeiro (verão chileno) e julho (férias brasileiras).
Quanto levar de dinheiro por dia em Santiago?
Entre R$ 180 e R$ 260 por dia no ritmo moderado, incluindo refeições, transporte e entrada em atrações. No ritmo econômico, R$ 100 a R$ 140 por dia são suficientes.
Como funciona o câmbio no Chile?
O peso chileno (CLP) é a moeda oficial. A taxa atual é de aproximadamente 178 pesos por real. Leve dólar ou use cartões de crédito internacionais; o real raramente é aceito no comércio local.
Vale a pena fazer o bate-volta a Valparaíso?
Sim! Valparaíso fica a 1h30 de Santiago, com ônibus TurBus e Pullman frequentes por R$ 31-45. A cidade é patrimônio da UNESCO, com arquitetura colorida, arte de rua e vistas deslumbrantes do Pacífico.